Nos últimos anos, a preocupação com o descarte de dados e arquivos tem aumentado na mesma proporção em que o acesso às redes e novas tecnologias cresce.

Não à toa, uma das perguntas mais frequentes das mães aqui no estúdio é: quanto tempo vocês guardam as fotos dos clientes?

A resposta a essa questão aqui é bem simples, 1 ano. Nem mais, nem menos!

Ainda hoje muitas mães acreditam que o prazo de armazenamento dos arquivos digitais é bem superior a 365 dias. Algumas, inlcusive, acreditam ser de cinco anos.

No entanto, na contramão do que é, muitas vezes, apresentado em congressos, feiras e workshops, e até pela internê, o período é um mito.

O prazo de cinco anos nada tem a ver com a responsabilidade de guardar fotos, mas com a prescrição contratual.

O que acontece, na verdade, é que a legislação prevê a prescrição legal após o período de cinco anos. Ou seja, após esse prazo prescricional, a cliente não poderá cobrar judicialmente qualquer obrigação por parte do fotógrafo.

Há, no entanto, algumas controvérsias. Isso porque, a legislação possui, sempre, dois lados e depende da interpretação dos seus profissionais, podendo abrir novos precedentes e situações.

Por isso, muito mais do que se apegar a prazos fixos, é importante observar o que foi contratado e combinado previamente entre a cliente e o profissional, além, é claro, de levar em conta o que é comum no mercado em que atua. Neste sentido, um contrato de prestação de serviços de fotografia deve contemplar cláusulas de armazenamento das imagens, bem como, a responsabilidade sobre elas.

A importância dos contratos de prestação de serviços?

Alguns podem entender o contrato como mera burocracia, ledo engano.

Segurança é a palavra que melhor define a importância dos contratos de prestação de serviços fotográficos. Com ele, nós fotógrafos e clientes asseguram a entrega do trabalho e o pagamento do mesmo.

Neste sentido, é fundamental que os documentos tragam cláusulas específicas sobre o prazo de entrega, quantidade de fotos, formas de pagamento e, principalmente, o prazo que o fotógrafo deverá guardar as imagens registradas, seja de festas infantis, sessões fotográficas, filmagens, entre outros.

A ausência do termo pode causar transtornos posteriores ao profissional, já que o cliente poderá cobrar os arquivos. Caso você não os possua, poderá responder judicialmente uma ação indenizatória, existindo possibilidade de êxito para o cliente.

Afinal, como guardar suas fotos de forma segura?

Com o avanço da tecnologia, as câmeras ficaram cada vez mais potentes e os dispositivos de armazenamento cada vez maiores e mais acessíveis. Mas, tanto espaço e capacidade de armazenamento custa também muito dinheiro. Por isso, a questão do armazenamento das fotos é tão recorrente.

Para evitarmos este problema, listamos, abaixo, três formas de você guardar fotos de maneira segura — seja para manter longe os perigos de perder momentos importantes que foram captados ou para manter a privacidade dos seus arquivos. Vamos conferir?

Armazenamento em nuvem

Esta tem sido uma das maneiras mais comuns de armazenar imagens, principalmente as que são tiradas de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. É uma forma de guardar fotos de forma rápida, prática e muitas vezes envolve um aplicativo, o que torna o acesso a estas imagens algo simples, assim como abrir a pasta de imagens.

Mídias graváveis

Mesmo com a digitalização das ferramentas, o CD/DVD/BD* permanece como uma opção segura de armazenamento, visto que ele suporta quedas e demais adversidades físicas (ideal para pessoas mais desastradas). Seu único problema é não permitir guardar arquivos em massa, visto que possui uma capacidade de armazenamento menor que o HD, por exemplo e os aplicativos digitais.

Vale lembrar também que os leitores dessas mídias, tão tradicionais nos anos passados, já não são encontrados com certa facilidade nas residências. Tampouco nos computadores modernos. O que dificulta seu acesso para alguns.

HDs, SDs, pendrives e outras mídias

A forma de funcionamento dos HDs externos, dos cartões SD e dos pen drives são bem parecidas. Basta conectar o dispositivo em um computador e realizar o armazenamento das fotos. O cartão SD se diferencia por poder, também, exibir os arquivos através de câmeras fotográficas. Eles são compactos e podem ser levados para qualquer lado, até mesmo dentro de uma carteira.

Se você não confia no armazenamento digital e se sente mais seguro guardando suas fotos em dispositivos físicos mais robustos, o HD externo é uma boa opção. Ele tem capacidade muito maior que um pen drive, mas funciona como tal. Nele, você pode criar pastas e seu próprio esquema de organização de arquivos, tendo eles sempre à mão – mas precisando de um computador para acessar as fotos.

Com esta opção, você precisa redobrar a atenção quanto aos cuidados com o objeto, pois HDs costumam ser muito sensíveis a quedas (o que pode ocasionar a perda total dos seus arquivos caso o hardware seja afetado). Lembre-se de manter ele sempre dentro de um case macio, que protege o HD em caso de algum acidente.

* CD (Compact Disc); DVD (Digital Video Disc) e BD (Blu-ray Disc).

Juliana Ferrari_Avatar

Sobre Juliana Ferrari

Fotógrafa, paulistana, casada e mãe de duas filhas, Juliana Ferrari ao ingressar no mundo da fotografia, optou em especializar-se no que mais ama – as crianças.

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“A Juliana e sua equipe são excelentes! Muito carinho, amor e dedicação em cada sessão. Fazemos fotos há 4 anos e não troco por nada neste mundo…”

mãe da Mariane – TATIANA ARAÚJO